Para controlar os ponteiros da balança, durante a gestação ...



O primeiro passo é investigar as condições clínicas, genéticas, metabólicas e até sociais da grávida. O quanto ela vai engordar é uma questão muito mais complexa do que simples tabelas indicativas. O principal motivo é que a quantidade de calorias que a gestante deve consumir diariamente varia muito, de acordo com sua altura e peso e se pratica atividades físicas regularmente, além do seu estado nutricional antes da gestação.

A média de consumo calórico de mulheres saudáveis e ativas gira em torno de 1,8 mil calorias por dia. Para as gestantes, a recomendação é que se acrescentem 300 calorias a partir do segundo trimestre, considerando o desenvolvimento do feto e o ganho de peso da mãe.

No caso de gravidez de gêmeos, deve-se somar o dobro de calorias, mas tudo vai depender do estado nutricional da mãe e da recomendação do obstetra que a estiver acompanhando. Para quem já está num quadro considerado de obesidade ou muito acima de seu peso normal, e ainda não engravidou, vale a pena adiar a decisão por alguns meses e emagrecer, antes. 

Isto porque grávida não pode fazer regime para emagrecer. Restrições alimentares podem privar o bebê de nutrientes importantes. Então, como não pode fazer dieta para emagrecer, é preciso ser mais rigorosa no controle do ganho de peso para evitar problemas como hipertensão e diabetes. Normalmente, deve-se engordar de 9 a 11 quilos, no máximo, até o final da gravidez.
Na lista de alimentos proibidos para o consumo das grávidas estão morango e tomate, entre outras frutas e legumes, alimentos mais expostos à ação de pesticidas utilizados nas plantações. 

É importante só consumir frutas, verduras e legumes que vêm de produtores que respeitam as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Um estudo da Universidade de Aberdeen mostra que, defensivos agrícolas comuns ingeridos com os alimentos podem afetar os ovários, reduzindo a fertilidade da mãe e de seus bebê.

Devem ser evitados também carnes cruas, que podem transportar o microorganismo que causa a toxoplasmose, infecção capaz de provocar danos cerebrais ou cegueira no bebê. 

Leites e queijos não pasteurizados também são contra-indicados, pois podem ser fontes de uma bactéria que causa a listeriose. Casos mais graves dessa infecção são raros, mas podem provocar aborto, parto prematuro e infecções no bebê, como meningite.

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Dr. Renato Kalil

Diretor Clínico

CRM-SP 62703