Cirurgias plásticas após o parto



Os especialistas em Cirurgia Plástica são unânimes ao afirmar que é aconselhável optar pela cirurgia plástica após o número total de filhos, quando o casal resolve 'fechar a fábrica'. Mas quando isto não acontece, não é preciso temer complicações.

A pele tem uma incrível elasticidade, que na gravidez é favorecida pela ação dos hormônios progesterona e lactogêneo-placentário.

Mas a gestante pode sentir um pouquinho de dor no ponto onde foi feita a sutura da plástica do abdome, principalmente se ela foi feita há pouco tempo. Quanto mais antiga for a realização da plástica, mais a cicatriz ganha elasticidade e acompanha o crescimento natural da barriga.

A grávida que já passou por uma cirurgia plástica, no entanto, deve tomar cuidados redobrados com a hidratação da pele, que está mais sujeita a estrias. É imprescindível também usar protetor solar sobre as cicatrizes, pois há tendência à hiperpigmentação nesta fase. Quanto ao bebê, não é preciso se preocupar, ele não sofre incômodo algum dentro de uma barriga que já passou por uma cirurgia plástica.

Vários fatores vão influenciar na recuperação do abdome após a gravidez. Certamente quanto mais tempo decorrido da cirurgia plástica, menor a chance de perder o resultado obtido. 

Controlar o peso durante a gestação é fundamental, mas também devem ser levados em conta os fatores genéticos, bem como a ação dos hormônios da gravidez, que podem contribuir com a volta da flacidez.

Após o parto, já atendi pacientes que conseguiram recuperar a forma abdominal anterior à gravidez apenas com exercícios e dieta adequada. Os músculos costurados na plástica nem sempre voltam a se romper.

No caso da cirurgia de mama, além da incerteza da amamentação ser possível, também existe uma tensão em relação ao resultado da cirurgia ser prejudicado. Para os dois tipos mais comuns de plásticas nas mamas - redução e aumento- a gestante pode esperar resultados diferentes.
 
De uma maneira geral, na cirurgia de aumento, por meio da qual se coloca uma prótese de silicone, não há interferência na amamentação. A prótese pode ser colocada atrás da glândula mamária ou atrás do músculo. Se a cirurgia for bem feita não haverá alteração dos ductos para ejeção de leite.

Já na redução de mamas, há maior risco de haver dificuldade para amamentar. Essa cirurgia é mais invasiva, mas buscamos sempre empregar a melhor técnica, preservando a função das mamas.

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Dr. Renato Kalil

Diretor Clínico

CRM-SP 62703