Boa forma após o parto



A preocupação com os quilos extras adquiridos durante a gravidez, geralmente, é minimizada em função de uma causa maior: o nascimento do bebê. Mas no pós-parto, o excesso de peso ganha uma nova proporção para a maioria das mulheres. A ansiedade natural pelo período delicado põe à prova toda a habilidade feminina, testando a capacidade do que é ser mulher nos pensamentos, sentimentos e também no corpo. Quanto a voltar a ter formas corporais perfeitas, isto sim depende muito de cada mulher. E apenas dela. Não existe uma fórmula perfeita para que se volte ao peso e ao corpo que uma mulher tinha antes de uma gravidez, mas a gravidez não pode e não deve ser usada como desculpa para não conseguir emagrecer.

É comum que a mulher fique ansiosa neste período. Quanto mais ela demorar para voltar à antiga silhueta, maior será a sua insatisfação. Antes de brigar com o espelho, no entanto, é importante compreender que o excesso de peso não apareceu nos últimos 30 dias. Foram nove meses de transformações. Não dá para voltar ao antigo manequim na semana seguinte depois do parto.

O corpo precisa de um período para se adaptar à nova realidade. E cada mulher tem o seu próprio tempo. As mulheres que ganharam poucos quilos durante a gestação terão mais facilidade em usar as antigas roupas do que as que abusaram da comida. Em qualquer caso, é preciso ter bom senso para recuperar a forma sem agredir o novo ritmo de vida da família.

Além de ser fundamental para a saúde do nenê, a amamentação é uma grande aliada da mãe em todos os sentidos. Em primeiro lugar, porque contribui para a contração do útero, que volta aos poucos para o seu tamanho normal. Outro fator positivo é o gasto calórico que proporciona ao organismo. Para que a mulher produza leite, é preciso ter uma atividade celular intensa. Em função da aceleração do metabolismo, o gasto energético pode aumentar em 900 calorias por dia.
E como nos primeiros 40 dias a mulher ainda não está liberada para retomar a ginástica, a amamentação torna-se uma boa aliada, além de firmar o vínculo entre mãe e filho.

Para não prejudicar a própria saúde ou a alimentação do bebê, as mães não devem pensar em dietas hipocalóricas. Um cardápio equilibrado, com cerca de 2500 calorias é fundamental para garantir o emagrecimento, o bom funcionamento intestinal e uma adequada produção de leite. A mulher que amamenta precisa garantir a ingestão de todos os nutrientes. É importante aumentar a ingestão de líquidos e evitar grandes quantidades de café, chá preto,chocolate,alimentos com corante,alimentos light e adoçantes artificiais.

Passada a quarentena, após liberação médica, a mulher ganha uma nova aliada na luta contra a balança: a atividade física. Inicialmente, os exercícios devem ser leves, com duração de 30 minutos a 1 hora por dia, duas vezes por semana. A freqüência e a intensidade poderão progressivamente ser aumentadas para não prejudicar a produção do leite.

Durante essa fase de readaptação, as modalidades mais indicadas são a caminhada, a bicicleta ergométrica, a hidroginástica e até a musculação, sempre com a supervisão de um profissional.

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Dr. Renato Kalil

Diretor Clínico

CRM-SP 62703