Varicocele x infertilidade masculina - parte 01



A infertilidade é definida como a dificuldade ou impossibilidade de um casal que mantém relações sexuais regulares, e depois de um ano, não consegue ter filhos. É um fenômeno universal, que atinge de 10% a 15% dos casais, independentemente das origens culturais ou sociais. 

A investigação das causas da infertilidade masculina por um urologista é tão necessária quanto a ida da mulher ao ginecologista. Deve ser realizada por marido e mulher ao mesmo tempo, pois o tratamento da infertilidade, no final das contas, é sempre um tratamento do casal.

É essencial na análise do homem infértil um histórico detalhado e um exame físico completo. Do ponto de vista laboratorial, duas análises seminais são fundamentais, embora os resultados da análise seminal simples não possam determinar anomalias funcionais dos espermatozóides. A avaliação seminal - espermograma - fornece informações importantes sobre a espermatogênese e a permeabilidade do trato reprodutivo. 

A varicocele é causa comum da infertilidade masculina, caracterizada por uma dilatação anormal das veias testiculares, principalmente após esforço físico, causada por uma inversão no sentido do sangue nestas veias. Ao invés de subir, ele desce de volta ao testículo. Esse acúmulo de sangue pode dificultar o retorno venoso e aumentar a temperatura local, o que causa uma piora na qualidade do sêmen, gerando uma diminuição na qualidade e na capacidade de fertilização do óvulo.

A doença não provoca distúrbios da potência sexual. Geralmente congênita, ela aparece na maior parte das vezes na adolescência e costuma ocorrer mais do lado esquerdo do escroto. O próprio paciente ou seu médico podem notar a dilatação das veias no saco escrotal, através da palpação. Ultra-sonografia, ecografia testicular e cintilografia dos testículos são exames de imagem que auxiliam no diagnóstico.

O tratamento da varicocele é cirúrgico, quando é realizada a ligadura das veias dilatadas, interrompendo o refluxo de sangue aos testículos. O controle é feito após três, seis e até nove meses depois da cirurgia, respeitando o tempo de produção das 'novas safras' de espermatozóides. Em média, o tratamento causa melhora do sêmen em até 60% dos pacientes e gravidez em até 40% dos casais.

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Dr. Renato Kalil

Diretor Clínico

CRM-SP 62703