Quando é preciso recorrer ao coito programado



Quando a gravidez não vem e após os exames concluírem que o casal não apresenta problemas físicos para conceber, o coito programado é o primeiro procedimento terapêutico indicado.

O tratamento consiste em acompanhar de perto o ciclo menstrual da mulher, monitorando a ovulação por meio de exames de ultra-som seriados e dosagens dos níveis de hormônios no sangue e na urina. Em alguns casos, estimulam-se os ovários com medicamentos, com o objetivo de aumentar a precisão do dia fértil.

No entanto, o desejo de ter filhos não deve interferir na qualidade de vida do casal. O sexo programado não deve ser encarado como uma tarefa. Mesmo sendo planejado, o ato sexual precisa ser espontâneo. Caso contrário, existe o risco da reprodução tornar-se o único atrativo da relação sexual, deixando o prazer e a intimidade, em segundo plano. 

Geralmente, a pressão maior durante o coito programado recai sobre os homens. Mas é preciso esclarecer, que não existe, no entanto, uma hora exata para engravidar e, sim, um dia exato, o que contradiz a senso comum de que o marido terá de sair correndo de uma reunião importante de trabalho, no meio da tarde, para encontrar a mulher ou vice-versa. 

Programando o coito

Para aumentar as chances de gravidez, o casal deve ter relações em dias alternados, a partir do primeiro dia da ovulação. Se ela for induzida, o medicamento leva entre 36 e 48 horas para agir. Isso significa que, quando aplicado de manhã, o ideal é manter relações sexuais à tarde e à noite do dia seguinte. 

Eventualmente, o período fértil coincide com épocas pouco produtivas em outros setores da vida, afetando o desejo sexual. Investir no erotismo ajuda, principalmente nos dias em que o casal está meio desanimado.

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Dr. Renato Kalil

Diretor Clínico

CRM-SP 62703