Quando é preciso estimular a ovulação?



Após a realização de todos os exames iniciais para diagnóstico das causas de infertilidade, o espermograma do marido, a avaliação anatômico-funcional do aparelho reprodutor da mulher, e não encontrando absolutamente nada que justifique a dificuldade para engravidar, muito provavelmente, estaremos adiante de um caso de "esterilidade sem causa aparente" ou ESCA.
 
A seqüência terapêutica consiste em estimular a ovulação, mesmo sabendo que a paciente ovula, para determinar com mais precisão o dia em que a ovulação vai ocorrer a fim de aumentar a freqüência das relações sexuais nesse período. Existem duas maneiras de fazer este estímulo: com o uso de citrato de clomifeno por via oral (algumas mulheres não respondem bem a essa medicação) e de gonadotrofinas, por via injetável. As gonadotrofinas são produzidas laboratorialmente e, injetadas na circulação, podem estimular o ovário para produzir a ovulação.

Com o acompanhamento ginecológico, é possível acompanhar o crescimento dos folículos. Pelo exame de ultra-som transvaginal, podemos acompanhar quantos folículos estão sendo estimulados a desenvolver-se em cada um dos ovários e quantos deles vão chegar ao ponto de maturidade, ou seja, ao diâmetro médio de 18mL a 20mL.

Nesse momento, há duas condutas possíveis. Normalmente, se prescreve a droga HCG, que provoca a ruptura folicular. A partir do instante em que a droga foi aplicada, espera-se que a postura ovular ocorra em 36 horas e, perto desse horário, é importante manter relações sexuais. É o coito programado.

Consideramos o período fértil da mulher os dois dias que antecedem a ovulação e os dois dias depois dela. Mesmo que a ovulação atrase um dia, como o óvulo depositado tem duração média de 24 horas, a margem de segurança estará garantida se a relação sexual também ocorrer dois dias depois da data prevista. Quanto mais próxima da ovulação for a relação sexual, maior probabilidade de a criança ser do sexo masculino. Quanto mais distante do momento da ovulação, maior a chance de ser uma menina.

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Dr. Renato Kalil

Diretor Clínico

CRM-SP 62703