Obesidade x infertilidade feminina



Uma equipe de pesquisadores americanos  - ligada ao Brigham and Women's Hospital e ao Harvard Medical School - desenvolveu um estudo para estabelecer a ligação entre infertilidade e obesidade. Os cientistas examinaram a qualidade dos óvulos e embriões de mulheres com diferentes categorias de IMC. Comparadas às mulheres com IMC normal, aquelas com sobrepeso e obesidade apresentaram redução significativa do pico dos níveis de estradiol, menos oócitos e um número menor de embriões, a cada ciclo.
 
As participantes do estudo que apresentavam Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) associada à obesidade mórbida tiveram menores taxas de nascidos vivos e uma incidência 29% maior de óocitos imaturos, em comparação com aquelas com IMC normal.
 
Já sabemos que o peso corporal saudável é uma vantagem importante em todos os aspectos da saúde, incluindo a saúde reprodutiva. O IMC pode afetar os resultados de uma FIV, pois interfere na qualidade do óvulo formado. Com mais estudos e informações nesta área, poderemos proporcionar um tratamento melhor aos nossos pacientes, cuja luta contra a infertilidade inclui também, hoje, em muitos casos, uma luta contra o sobrepeso e a obesidade.
Um outro estudo, realizado pela Society for Assisted Reproductive Technology, buscou avaliar o efeito do aumento da obesidade feminina na resposta e nos resultados dos tratamentos envolvendo as técnicas de reprodução humana assistida. Para tanto, os pesquisadores analisaram dados de 158.385 ciclos de reprodução humana assistida, realizados entre 2007-08.
Em comparação com as mulheres com peso normal, as mulheres com sobrepeso e obesas apresentaram mais chances de cancelamento e anulação do ciclo - apesar de doses mais elevadas de hormônios estimulantes - devido à baixa resposta de seu organismo ao tratamento.
As probabilidades de falha do tratamento (ausência de gravidez) e de falha da gravidez (perda fetal ou óbito fetal) também aumentaram significativamente com o aumento do IMC: de 1,04 a 1,12%  para mulheres com sobrepeso e de 1,50 a 2,23 % para mulheres com IMC = 50,0, respectivamente.
Os resultados do estudo indicam probabilidades significativamente maiores de cancelamento do ciclo e falhas no tratamento e na gravidez com o aumento da obesidade. Estes efeitos são maiores entre as mulheres obesas, mas também são significativamente mais elevados, mesmo entre as que apresentam sobrepeso.

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Dr. Renato Kalil

Diretor Clínico

CRM-SP 62703