Infertilidade Masculina: as taxas são iguais para homens e mulheres



Infertilidade Masculina

Problemas de fertilidade geram dificuldades e frustrações para muitos casais que tentam engravidar. Hoje em dia sabe-se que tanto as mulheres quanto os homens podem apresentar algum grau de infertilidade, tornando a gestação uma tarefa muito complicada, se não for acompanhada por uma equipe de profissionais qualificados. 

Pesquisas demonstram que no Brasil as taxas de infertilidade são similares para homens e mulheres. Entre casais que não conseguem engravidar naturalmente, 40% dos casos são devido à infertilidade masculina, 40% à infertilidade feminina e os 20% restantes à algum problema em comum do casal ou ainda à fatores descritos como infertilidade sem causa aparente (Isca).

Se o casal manteve relações sexuais regularmente nos últimos 12 meses, sem usar nenhum método anticoncepcional, e não conseguiu engravidar, é recomendável que procure um médico especialista em reprodução. 

A infertilidade masculina pode ser causada por vários fatores, tais como: obstruções, varicocele, anomalias nos espermatozóides, alergias à espermatozóides e problemas de ejaculação. 

Entre outros fatores que podem influir negativamente na fertilidade masculina podemos citar: o tabagismo, o uso de drogas como álcool, maconha e anabolizantes, o uso de alguns medicamentos para tratamento de gastrite, úlcera, hipertensão arterial e infecção por fungos e a obesidade.

As taxas de sucesso na fertilização variam de acordo com o tipo de problema, além do fato de que alguns casais apresentam mais de um tipo de disfunção relativa à fertilidade. Apesar disso as chances de acontecer a gestação depois de um tratamento bem sucedido são altas. 

Técnicas de Extração de Espermatozóides para Reprodução Assistida (PESA e TESA)

Uma das causas da infertilidade masculina é a azoospermia, que é a ausência de espermatozóides na ejaculação, um problema que atinge de 1% a 3% da população masculina e de 10% a 15% dos homens que se queixam de infertilidade.

Existem dois tipos de azoospermia: a obstrutiva e a não-obstrutiva. No primeiro caso, a produção espermática é normal, porém algum bloqueio mecânico no trato reprodutivo (epidídimo, canal deferente ou duto ejaculatório) impede a saída dos espermatozóides para o meio externo. No segundo caso, a azoospermia não-obstrutiva, existe algum problema na espermatogênese (ou até a ausência desse processo), caracterizando uma situação de falência testicular.

Existem tratamentos para a azoospermia obstrutiva, dependendo da origem do problema. A reconstrução microcirúrgica ou endoscópica é um procedimento que pode ser empregado nestes casos. Já para a azoospermia não-obstrutiva não existe tratamento. 

Em ambos os casos, porém, é possível a utilização de técnicas de extração de espermatozóides para serem utilizados nos processos de reprodução assistida (RA). Entre essas técnicas estão a aspiração percutânea dos espermatozóides do epidídimo (PESA) e a aspiração percutânea dos espermatozóides do testículo (TESA).

Nos dois procedimentos é aplicada anestesia local e introduzida uma agulha, no testículo (TESA) ou no epidídimo (PESA), de modo a retirar uma certa quantidade de fluído para ser analisado clinicamente. Por menor que seja a quantidade de fluído retirada ela pode conter espermatozóides com mobilidade, suficientes para serem utilizados posteriormente em técnicas de reprodução assistida. Ao final do procedimento o paciente é liberado, podendo voltar às suas atividades normais imediatamente.

Após a aspiração dos espermatozóides do epidídimo (PESA) é possível que exista uma quantidade excedente de espermatozóides, que podem ser congelados para serem utilizados em ciclos futuros, evitando assim a realização de novo procedimento. Se, por outro lado, a PESA resultar em uma quantidade insuficiente de espermatozóides, ou mesmo na ausência destes, é indicada a realização da aspiração dos espermatozóides do testículo (TESA).

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Dr. Renato Kalil

Diretor Clínico

CRM-SP 62703