Hormônio Anti-Mülleriano e Fertilização in Vitro



Os níveis do hormônio Anti-Mülleriano (HAM) podem prever as taxas de sucesso da Fertilização in Vitro (FIV) 

A idade reprodutiva feminina é avaliada de acordo com a quantidade e a qualidade dos óvulos. Além da idade, existem diversos parâmetros como níveis hormonais e medidas ultrassonográficas que são utilizados para predizer a reserva ovariana. 

No terceiro dia do ciclo, a dosagem basal dos hormônios FSH, inibina-B e Anti-Mülleriano tem auxiliado os médicos nos processos de reprodução assistida a avaliar a qualidade da resposta ovariana que irão encontrar após a estimulação com gonadotrofinas. 

Os primeiros parâmetros medidos através da ultrassonografia são o volume ovariano e a contagem de folículos antrais. Considerando-se mínima uma contagem de dez folículos na soma dos dois ovários para a obtenção de taxas adequadas de gestação. 

Sabe-se que os níveis de FSH aumentam à medida que a mulher se aproxima da menopausa, pelo simples fato de que com uma menor quantidade de folículos disponíveis, o corpo precisa de cada vez mais hormônio para conseguir uma resposta ovariana. Desta forma, um FSH alto está associado a baixas taxas de sucesso em técnicas de reprodução assistida. Os valores considerados normais variam entre 3,0 e 10,0 UI.

A inibina-B é um hormônio produzido pelas células da granulosa de folículos em crescimento. Esse parâmetro representa uma medida mais imediata da atividade ovariana, onde níveis considerados normais ficam em torno de 100,0 pg/ml. 

O hormônio Anti-Mülleriano é produzido pelos folículos ovarianos em crescimento, por este motivo é considerado um dos melhores marcadores endócrinos na determinação da qualidade e quantidade da reserva ovariana. 

Acredita-se que as alterações dos marcadores da função ovariana feminina têm início com um declínio dos níveis séricos do hormônio Anti-Mülleriano, seguido pela diminuição de inibina-B e, por último, o aumento de FSH.

Mulheres com altos níveis do hormônio Anti-Mülleriano podem ter maiores taxas de sucesso de gravidez na fertilização in vitro, segundo estudos publicados em Fevereiro no Jornal de Endocrinologia Clínica e Metabolismo. 

Estes estudos sugerem que o HAM, que é produzido pelos ovários, não só está fortemente associado com a produção de oócitos depois da estimulação ovariana em ciclos de Fertilização in Vitro, como já comprovado em estudos anteriores, mas também está associado com a qualidade do oócito, fazendo disso um prognóstico positivo para os resultados do tratamento. 

Depois de determinar os níveis do hormônio Anti-Mülleriano através de exame de sangue, os pesquisadores dividiram as mulheres participantes em 3 grupos: níveis menores que 0,84 ng/mL, níveis entre 0,84 and 2,94 ng/mL e níveis maiores que 2,94 ng/mL. As taxas de nascimentos vivos por ciclo de FIV variou de 13,4% para o grupo com os menores níveis, a 22% para o grupo com níveis médios e 32,5% para o grupo com os maiores níveis de hormônio. 

Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) e Fertilização in Vitro (FIV) 

"A síndrome dos ovários policísticos representa uma grande porcentagem de pacientes nos tratamentos de FIV. Sabe-se que a SOP está associada a valores altos de HAM e conseqüentemente este grupo de mulheres tem um suprimento significativo de óvulos em seus ovários", completa Dr. Renato Kalil, diretor clínico da Clínica Ginecológica e Obstétrica que leva seu sobrenome. 

Para mulheres que querem ficar grávidas, altos níveis de HAM são muito tranquilizadores, pois significam que existe uma grande chance destas mulheres terem muitos óvulos saudáveis disponíveis para suportar uma gravidez. 

As taxas de sucesso dos tratamentos de FIV podem estar associadas ao maior número de óvulos e embriões disponíveis. Desta forma, faz-se necessário a realização de mais estudos que possam confirmar a relação entre os níveis de HAM e a qualidade dos embriões conseguidos através da FIV.

Nome Completo

E-mail

Palavra-Chave

As informações contidas em nossa homepage têm caráter informativo e educacional. O seu conteúdo jamais deverá ser utilizado para autodiagnóstico, autotratamento e automedicação. Em caso de dúvida, o profissional médico deverá ser consultado, pois, somente ele está habilitado para praticar o ato médico, conforme recomendação do Conselho Federal de Medicina.



Dr. Renato Kalil

Diretor Clínico

CRM-SP 62703