Fertilização in Vitro - Novo Medicamento



ELONVA (corifolitropina alfa) é um novo medicamento que promete reduzir ao mínimo o número de injeções diárias nos tratamentos de reprodução assistida.
 
Atualmente, as mulheres submetidas a tratamentos de reprodução assistida necessitam de injeções hormonais diárias durante a fase de estimulação ovariana que dura entre 10 e 14 dias. Estas injeções são administradas pela própria paciente em casa, que muitas vezes se sente insegura quanto a seu manuseio e precisa seguir com rigor a disciplina nos horários de aplicação.
 
O ELONVA é uma injeção única com dose equivalente a 7 dias de medicação, evitando as aplicações diárias neste período. Produzida por meio de tecnologia de DNA recombinante possui uma ação prolongada no organismo, substituindo os outros indutores de ovulação. É utilizada em mulheres submetidas a tratamentos de infertilidade que necessitam de estimulação ovariana para o desenvolvimento de mais do que um óvulo maduro de cada vez nos ovários. As mulheres que pesam 60 kg ou menos devem receber uma dose de 100 microgramas, ao passo que as mulheres que pesam mais de 60 kg devem receber uma dose de 150 microgramas.
 
Quatro a cinco dias após a injeção do ELONVA, dependendo da resposta ovariana, inicia-se o tratamento com um antagonista GnRH que impedirá a liberação prematura dos óvulos, ou seja, a ovulação. Além disso, sete dias após a injeção do ELONVA, o medico irá avaliar se a paciente necessitará estimulação ovariana adicional que será feita através de injeções diárias complementares – FSH/LH recombinante.
 
Assim que os óvulos estiverem próximos da maturação, uma injeção de HCG é administrada para que os óvulos possam ser aspirados e fertilizados em laboratório.
 
Estudos foram realizados para testar a eficácia do novo medicamento. Os resultados demonstraram que o tratamento com o ELONVA foi tão eficaz quanto o tratamento com os medicamentos tradicionalmente utilizados. A quantidade de óvulos aspirados e as taxas de gravidez foram praticamente as mesmas nos dois grupos de estudo.
 
A utilização deste novo medicamento ainda não é recomendado para mulheres com a síndrome dos ovários policísticos, já que pode ocorrer a síndrome da hiperestimulação ovariana.
 
O Comitê dos Medicamentos para Uso Humano (CHMP) concluiu que os benefícios do ELONVA são superiores aos seus riscos, tendo recomendado a concessão de uma autorização de introdução no mercado.
 
O tratamento com ELONVA só deve ser iniciado sob a supervisão de médicos experientes em tratamentos de infertilidade e que estão acostumados a utilizar medicamentos para esta finalidade.
 
 

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Dr. Renato Kalil

Diretor Clínico

CRM-SP 62703