Comportamentos que podem comprometer a fertilidade do casal



De acordo com relatório da Divisão de População da Organização das Nações Unidas (ONU), o número de crianças entre 0 e 14 anos no mundo, atualmente, é de 1,8 bilhões, o que representa 28% da população mundial. Esse percentual é o mesmo no Brasil, que tem mais de 50 milhões de crianças, segundo o Sistema Integrado de Projeções e Estimativas Populacionais e Indicadores Sociodemográficos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Com o aumento gradual, no país, da expectativa de vida de uma criança ao nascer, que passou de 62 anos em 1980, para 71 anos em 2003, o Brasil está seguindo a tendência mundial de envelhecimento da população. O IBGE estima que a população brasileira entre 0 e 14 anos representará cerca de 24,3% do total em 2020. Já a ONU prevê que a população mundial de crianças até 2050 será de apenas 20% do total, diminuindo nas regiões mais desenvolvidas e aumentando apenas nos países mais pobres ou emergentes.

Outra mudança na sociedade brasileira nos últimos anos é o referente à fecundidade. Há apenas 30 anos, no início dos anos 70, a taxa de fecundidade no Brasil era três vezes maior que a atual. Segundo o IBGE, o censo de 1970 constatou a média de 5,8 filhos por cada mulher e esse número diminuiu para os 2,2 filhos por mulher atualmente. As mudanças apontadas pelo censo são invisíveis no dia-a-dia das pessoas, mas com impactos profundos na vida de uma nação. Segundo os dados do IBGE, até 2050, a taxa de fertilidade no Brasil cairá para 1,8.

A expectativa de vida no Brasil subirá dos 69 anos para 81, no mesmo período. A tendência de envelhecimento da população brasileira começou nas décadas posteriores a 1970, quando o censo registrou uma fertilidade média de 5,8. Depois, a taxa de fecundidade no Brasil caiu para 2,2 filhos por mãe, em 2000, abaixo da média mundial, de 2,8.

Além do envelhecimento, a baixa taxa de fecundidade também pode levar à diminuição da população brasileira, como ocorre no Japão. Neste processo irreversível de envelhecimento e menor taxa de fertilidade da população estão fatores sociais que comprometem a fertilidade do brasileiro. 

Comportamentos que comprometem a fertilidade

Em relação aos fatores comportamentais que podem comprometer permanentemente a fertilidade, alguns requerem atenção especial como o tabagismo. Hoje, 30% das mulheres e 35% dos homens em idade em idade reprodutiva fumam, o que pode influenciar negativamente nas chances de sucesso de uma gravidez.

A prática sexual sem o uso de preservativos também é apontada pelo médico como um dos fatores que pode levar à infertilidade, devido às doenças sexualmente transmissíveis.
Outro comportamento muito habitual é o uso, muitas vezes, o abuso de álcool e drogas, que afetam diretamente o funcionamento dos gametas masculinos e femininos. Alguns medicamentos usados no tratamento de gastrites, úlceras, hipertensão arterial e infecções urinárias também podem causar danos à saúde reprodutiva.

A obesidade e o sobrepeso também contribuem para uma baixa na taxa de fertilidade do brasileiro, pois provocam alterações e distúrbios nos processos de ovulação e uma diminuição do número de espermatozóides.

Dietas e a prática de exercícios exagerados também provocam a redução na produção de espermatozóides e podem causar também uma ausência de ovulação na mulher. O uso de anabolizantes também prejudica o funcionamento dos testículos, resultando em uma produção de espermatozóides com baixa capacidade de fecundação.

A decisão de adiar o nascimento do primeiro filho também pesa na fertilidade. A idade avançada na mulher é um fato agravante. Juntamente com a idade, o estresse é outro fator relevante. Nas mulheres, o estresse bloqueia a comunicação hormonal e interfere no processo de ovulação. Nos homens, o estresse causa problemas de impotência, dificuldades de ejaculação e alterações na qualidade dos espermatozóides.

Nome Completo

E-mail

Palavra-Chave

As informações contidas em nossa homepage têm caráter informativo e educacional. O seu conteúdo jamais deverá ser utilizado para autodiagnóstico, autotratamento e automedicação. Em caso de dúvida, o profissional médico deverá ser consultado, pois, somente ele está habilitado para praticar o ato médico, conforme recomendação do Conselho Federal de Medicina.



Dr. Renato Kalil

Diretor Clínico

CRM-SP 62703