Gravidez sem ansiedade



Gerar uma nova vida é uma responsabilidade e tanto. Imagine! A partir de um minúsculo óvulo, você molda em sua barriga o corpinho complexo e cheio de detalhes de um ser humano. Por mais que gestação seja uma coisa super comum, sempre dá aquela sensação de que é algo mágico, que acontece independente de nossa vontade. Algo que escapa de nossas possibilidades de intervir. Está aí uma das fontes da ansiedade que costuma incomodar muitas gestantes. Mas que um pré-natal bem realizado tira de letra. 

O primeiro passo para driblar as incertezas e toda a ansiedade que elas desencadeiam é buscar informação, esclarecer dúvidas. O que a gestante consegue estabelecendo um bom relacionamento com seu obstetra, baseado na confiança.

"Com orientações corretas e o arsenal de exames disponíveis, podemos resolver a maioria dos medos da gestante para que ela viva com tranqüilidade os nove meses de espera de seu bebê", afirma Renato Kalil, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo, e membro da American Academy of Family Physicians.

E para ajudá-la a estabelecer esse relacionamento esclarecedor com o seu médico, levantamos a seguir alguns dos principais medos e motivos de ansiedade das gestantes. Essas informações podem funcionar como um roteiro para o dialogo entre vocês nas consultas de pré-natal. Vamos lá:

Risco de aborto

Esse é o principal medo da gestante no primeiro trimestre. Trata-se de uma fase delicada porque é quando o óvulo se implanta no útero e o embrião deslancha, desenvolvendo as principais estruturas vitais do corpo humano.

Em uma conversa paciente, seu médico poderá lhe dar todos os detalhes dessa fase, seja em relação às transformações que ocorrem com seu corpo, seja em relação às que acontecem com o embrião.

O primeiro exame de ultra-som, que pode ser feito entre a 6ª e a 7ª semana de gestação, servirá para apaziguar dúvidas. "Com essas imagens podemos verificar se o embrião está bem implantado no útero, o que afasta os maiores riscos de abortamento", diz Kalil.

Malformações e síndromes

Esse é um medo recorrente. Especialmente em mulheres acima dos 35 anos. O ultra-som morfológico de primeiro trimestre, realizado na 12ª semana de gestação, é um dos passos rumo à tranqüilidade.

Nesse exame, o especialista faz o teste de translucência nucal que indica, com 85% de acerto, se o bebê corre risco de apresentar síndromes como a de Down. Alguns médicos costumam pedir também um estudo bioquímico do sangue materno. Com esses dois exames, o índice de acerto desse diagnóstico sobe para 90%.

Também na 12ª semana, e com o mesmo objetivo, pode ser realizado o exame chamado biopsia de vilocorial, feito a partir de amostras de tecido da placenta. Esse procedimento apresenta um risco de abortamento de 1,2%.

Por isso, muitas mães preferem esperar para fazer o exame de amniocentese, que pode ser realizado entre a 15ª e a 16ª semana de gestação. Consiste em colher uma amostra do líquido amniótico também com o mesmo objetivo de verificar a saúde do bebê, mas oferece um risco bem menor - a punção para tirar o líquido pode provocar aborto em apenas 0,5 a 0,8% dos casos.

Risco de machucar o bebê ao fazer sexo

Esse é um medo vivido tanto pela gestante como por seu companheiro. Mas, desde que o casal mantenha uma rotina de prática saudável, não há qualquer contra-indicação. 

"O sexo é até muito bem-vindo nessa fase", diz Renato. Sinaliza que o casal continua uma relação de harmonia. 

Medo do parto

Especialmente as mães de primeira viagem começam a tremer quando se aproxima a hora H. Não há melhor antídoto do que a informação. Converse bastante com seu obstetra, com as enfermeiras de sua equipe que acompanharão o parto, com o médico anestesiologista e verá que a ansiedade aos poucos diminui.

Outra boa estratégia é fazer cursos de gestantes, que são oferecidos por muitas maternidades. Nesses encontros, você e seu companheiro poderão dividir as dúvidas com outros casais e com especialistas que estão lá justamente para dar as respostas que vocês precisam.

Esses cursos também darão todas as informações sobre puericultura. Com isso, você poderá enfrentar outro medo bastante freqüente - aquele que vem embutido na pergunta: "Será que serei uma boa mãe?". A resposta definitiva, você só encontrará na prática. Sendo mãe. Boa sorte! 

FONTE: SITE JOHNSON & JOHNSON


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Dr. Renato Kalil

Diretor Clínico

CRM-SP 62703