Bons, mas sem exagero



Sabonete íntimo feminino 

Restrição: pode ser usado diariamente, inclusive por meninas a partir de 7 anos. "Mas seu uso deve limitar-se a uma vez por dia, para evitar ressecamento", diz o ginecologista Renato Kalil. 

Por quê: o pH do sabonete íntimo é mais ácido, ajustado ao pH da vagina. Ele preserva, assim, os bacilos da flora de defesa, que impedem a proliferação de fungos e bactérias. Outra vantagem é que, por ser líquido, não acumula microrganismos, como acontece na superfície dos sabonetes em pedra.

Quando deve ser usado: "Em determinadas fases, o sabonete íntimo torna-se mais necessário", diz a ginecologista Rosana Simões, da Universidade Federal de São Paulo. Seu uso é essencial, por exemplo, no período menstrual e no começo da menopausa, quando o pH da vagina tende a ficar mais alcalino e o risco de proliferação de bactérias como a E. coli, causadora de infecção urinária, aumenta.

Antisséptico bucal

Restrição:
 não deve ser usado diariamente.

Por quê: em excesso, antissépticos com clorexidina na fórmula podem destruir as bactérias protetoras da boca, o que favorece infecções. Estudos associam o uso frequente de enxaguantes à base de álcool com o aumento do risco de câncer de boca e faringe. Os enxaguantes sem álcool ou clorexidina na composição podem ser utilizados com mais frequência. "Mas também não são recomendados para uso diário", diz Marco Antonio Manfredini, pesquisador da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. 

Quando deve ser usado: para complementar ou substituir a limpeza com escova, creme e fio dental em pessoas que tenham doenças periodontais, alto índice de cáries - como os usuários de aparelhos ortodônticos fixos - e em portadores de deficiência motora que impeça a escovação. A periodicidade deve ser indicada pelo seu dentista.


Sabonete antibacteriano

Restrição:
 não deve ser usado diariamente

Por quê: o uso constante e prolongado pode afetar o equilíbrio das bactérias que habitam a pele. 
A partir de quinze dias de uso contínuo, a flora protetora começa a diminuir e as bactérias nocivas proliferam. Em pessoas com predisposição a alergias, a utilização frequente por vários meses seguidos pode desencadear ainda reações alérgicas aos componentes do produto. 

Quando deve ser usado: em casos de infecções simples da pele, como foliculite e furúnculos, ferimentos e pós-operatórios. Sua ação antimicrobiana controla a proliferação de bactérias e reduz os riscos de contaminação. "Mesmo nesses casos, porém, a utilização deve se dar sob orientação médica, e nunca por um período prolongado", adverte o dermatologista Paulo Criado.


Muito além da higiene pessoal 

Produtos com material antimicrobiano ganharam as cozinhas e estão até em eletrodomésticos e roupas

O que eles fazem: inibem a proliferação de microrganismos em objetos em que há risco 
de contaminação por fungos e bactérias

Tecnologia utilizada: os produtos são tratados com íons de prata, um poderoso agente 
antimicrobiano.

FONTE: REVISTA VEJA


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Dr. Renato Kalil

Diretor Clínico

CRM-SP 62703