Métodos contraceptivos: como escolher o mais apropriado?



Quando a mulher é adulta e tem um parceiro fixo,quem decide o método contraceptivo que vai adotar é o casal. No caso específico da adolescente, é indispensável que ela receba toda a informação sobre riscos e benefícios de cada método para que possa escolher o que melhor se adapta às suas características e necessidades. 

A adolescente precisa saber que o uso da tabelinha não é um meio seguro para evitar a gravidez, o método porque falha muito. Em termos gerais, quem se vale da tabelinha, deveria precaver-se cinco dias antes e cinco dias depois da data da possível ovulação. Vamos supor um ciclo de 28 dias. Teoricamente, a ovulação se daria no décimo quarto dia. Portanto, para garantir certa margem de segurança, a partir do nono dia até o décimo nono, a menina deveria cercar-se de cuidados. No entanto, emoções mais fortes, alterações no nível de progesterona ou a própria atividade sexual podem alterar o ciclo e comprometer o emprego do método.

O melhor meio para evitar a gravidez é a pílula anticoncepcional. O medo que as mulheres tinham de que seu uso pudesse dificultar uma gravidez no futuro não tem o menor fundamento. Também não existe mais essa história de tomar a pílula durante seis meses e descansar dois. Do ponto de vista fisiológico, essa conduta é contra-indicada. Hoje, existem as pílulas de baixa dosagem, que podem ser tomadas ininterruptamente. No passado, as pílulas de alta dosagem podiam estar ligadas a alguns efeitos colaterais adversos como a cefaléia, por exemplo, inconveniente raro de acontecer atualmente. 

Durante muito tempo, o DIU foi classificado pela Igreja como um método abortivo e suas características anatômicas dificultavam a sua colocação. Muitas pacientes que não se davam com os meios de anticoncepção hormonal tinham de ser internadas em regime hospitalar, pois a inserção podia ser extremamente dolorosa e devia ser feita sob anestesia. Hoje, existem DIUs anatomicamente evoluídos que podem ser colocados no consultório médico, sem problema. Entretanto, há algumas restrições no que se refere à indicação do DIU para adolescentes. Numa fase em que tanto elas, quanto os namorados podem mudar de parceiros com alguma freqüência, ele não previne o contágio de doenças sexualmente transmissíveis ou inflamações pélvicas que podem comprometer o futuro reprodutivo da menina e ser causa de infertilidade. 

É muito comum também que meninas que têm relacionamentos esporádicos, podem achar melhor usar preservativos do que tomar pílula. O problema é que nem sempre o preservativo é usado e, na dúvida, ela acaba recorrendo à pílula do dia seguinte.

A pílula do dia seguinte não deve ser utilizada com regularidade pelas adolescentes. É preciso orientação médica antes de tomar o medicamento, que na verdade, são dois comprimidos para serem tomados de uma vez em até 72 horas depois do ato sexual. As complicações ocorrem quando o uso esporádico se transforma em rotina. Usar a "Pílula do Dia Seguinte" rotineiramente é contra-indicado porque leva a quadros de irregularidade menstrual e pode alterar as características hormonais da menina.


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Dr. Renato Kalil

Diretor Clínico

CRM-SP 62703