Menopausa: mudança de hábitos em nome de uma rotina mais saudável



O Dia Mundial da Menopausa foi comemorado em 18 de outubro. Neste mês, aproveitaremos para tirar as principais dúvidas sobre esta fase tão importante da vida feminina, que muitas vezes é vista como vilã.

A menopausa é o nome dado à última menstruação e ao final do período reprodutivo feminino. Ela marca o início de uma nova fase na vida da mulher. As mudanças começam a ocorrer por volta dos 50 anos, quando os ovários deixam de produzir dois hormônios importantes para o corpo: o estrógeno e a progesterona.

Para entender melhor esta fase é preciso saber que todos os óvulos que a mulher produzirá ao longo da vida têm sua origem em células germinativas, os folículos dos ovários, já presentes no instante do nascimento. Essa reserva é usada desde a primeira menstruação (menarca) até a última (menopausa). As mulheres não são capazes de formar novos folículos para repor os que se foram. Quando morrem os últimos deles, os ovários entram em falência e as concentrações dos hormônios femininos, estrogênio e progesterona, caem irreversivelmente.

O diagnóstico da menopausa só pode ser feito "a posteriori", ou seja, depois que a mulher passou doze meses sem menstruar. Vários incômodos acompanham o fim da menstruação: depressão, insônia, ondas de calor, falhas de memória e diminuição do desejo sexual. Por isso, normalmente esta fase é considerada desagradável, mas deve ser encarada como uma nova etapa a ser vivida.

A organização Mundial de Saúde (OMS) estima que até 2030 mais de 1 bilhão de mulheres estarão na menopausa. Atualmente no país, 13,5 milhões de mulheres passam por esta fase.

"A reposição hormonal não é considerada uma unanimidade, devemos analisar a mulher dentro de suas particularidades. Existem três fatores que precisam ser observados: a massa óssea, o histórico cardiovascular e os sintomas apresentados pela paciente. " explica Dr. Renato Kalil, diretor clínico da Clínica Ginecológica e Obstétrica que leva seu sobrenome.

Reposição Hormonal

A terapia de reposição hormonal é o tratamento recomendado para aliviar os sintomas físicos (fogachos), psíquicos (depressão, irritabilidade) e os relacionados com os órgãos genitais (secura vaginal, incontinência urinária) no climatério. Além disso, funciona como proteção contra a osteoporose e assegura melhor qualidade de vida para a mulher. No entanto, existem contra-indicações que devem ser criteriosamente avaliadas, tais como o risco de doenças cardiovasculares, trombose, câncer de mama e de endométrio, distúrbios hepáticos e sangramento vaginal de origem desconhecida.

Estudos mostraram que a isoflavona de soja tem ação semelhante a do estrogênio no controle das ondas de calor.

Alimentação saudável e Atividade Física

Alimentação saudável, atividade física regular, não fumar e evitar o consumo de álcool, cuidados com a saúde bucal são algumas medidas simples, que incorporadas aos hábitos diários de vida, podem ser úteis para minimizar os sintomas negativos do climatério.

Desejo sexual

A menopausa pode causar diminuição da libido, dificuldade para chegar ao orgasmo e dor durante a relação sexual causada pela diminuição da lubrificação, estes sintomas acabam afastando o prazer e causando preocupações. Estas mudanças, como vimos anteriormente, não são apenas físicas mas também psicológicas. Para lidar com elas, os especialistas recomendam além da reposição hormonal, terapia e mudança de hábitos em nome de uma rotina mais saudável.


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Dr. Renato Kalil

Diretor Clínico

CRM-SP 62703