Estresse diário pode aumentar risco de câncer cervical



Durante anos, os cientistas têm mostrado uma ligação entre estresse e saúde. Mas um novo estudo destaca que para as mulheres, o estresse crônico diário pode ser muito mais prejudicial do que eventos estressantes esporádicos, como o divórcio ou a perda de emprego.

Pesquisadores da Fox Chase Cancer Center, na Filadélfia, estudaram como o estresse afeta a habilidade do corpo para combater o vírus do papiloma humano, o HPV. O vírus é transmitido durante a relação sexual, e, enquanto a maioria das infecções desaparece com o tempo, os subtipos comuns do HPV, às vezes, podem levar ao câncer cervical.

Apenas a infecção pelo HPV, por si só, não é suficiente para causar o câncer cervical, pois uma resposta imune eficaz contra o vírus pode levar ao fim a infecção. No entanto, algumas mulheres são menos capazes de apresentarem uma resposta imune eficaz contra o HPV.

Em um estudo publicado na revista Annals of Behavioral Medicine, os cientistas da Fox Chase Cancer Center, liderados por Carolyn Fang, estudaram como o estresse afeta a habilidade do corpo para reagir contra o HPV. 

Os pesquisadores coletaram dados de 74 mulheres com lesões pré-cancerosas do colo do útero, que responderam a questões  sobre o estresse percebido no mês anterior e sobre grandes eventos estressantes como divórcio, morte de um familiar próximo ou a perda de um emprego.

Nenhuma associação significativa foi encontrada entre as mulheres que relataram eventos estressantes. Mas dentre as que classificavam seu cotidiano como muito estressante, muitas apresentaram uma maior probabilidade de ter uma resposta imune menor contra o HPV.

Isso significa que as mulheres que se sentem mais estressadas podem estar em maior risco de desenvolver câncer cervical porque seu sistema imunológico não consegue combater um dos vírus mais comuns que causam a doença.


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Dr. Renato Kalil

Diretor Clínico

CRM-SP 62703