Dúvidas comuns sobre o HPV



Muitas mulheres confundem o HPV, sigla em inglês para Papiloma Vírus Humano, com o câncer de colo de útero. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), de todas as mulheres sexualmente ativas, estima-se de que 50 a 80% já foram ou serão infectadas pelo HPV.

No entanto, isso não significa que todas irão desenvolver o câncer de colo de útero. A associação do HPV às lesões cancerígenas se deve ao fato de que o DNA do vírus está presente em, ao menos, 95% dos casos, mas isoladamente ele não pode ser culpado. 

O Papiloma Vírus Humano é um tipo de vírus que ataca células epiteliais e causa lesão em mucosas, como boca, vagina, vulva, ânus e pele, entre outros. Existem mais de 200 tipos de HPV, sendo que os mais importantes na associação com o câncer são 16, 18, 31, 33, 35, 45 e 58. Os tipos 6 e 11 também são muito relacionados aos casos de verrugas anogenitais.

HPV x câncer de colo de útero

O colo do útero é revestido de tecido epitelial e, portanto, passível de ser atacado pelo vírus. A associação comumente feita por muitas mulheres se deve ao fato de que, em 95% dos casos de câncer de útero, foram encontrados traços do DNA do HPV nas células cancerígenas. 

A ocorrência de um HPV 16 ou 18 - os que apresentam maior risco cancerígeno - ainda precisa estar aliada a outros fatores para que possa evoluir para um câncer de colo de útero. O tabagismo, o número elevado de gestações, a infecção por HIV ou uma DST, o uso de contraceptivos orais e pacientes tratadas com imunossupressores estão no grupo de pacientes de alto risco.

HPV: como o vírus é contraído?

Os HPV vaginais são contraídos por meio de relação sexual sem preservativo ou por meio de contato direto com a pele infectada. Os condilomas acuminados, popularmente conhecidos como crista de galo ou verrugas genitais, são um tipo de infecção frequente em mulheres com HPV. Eles acometem a vulva, o períneo, o ânus e o colo do útero, dando ao tecido um aspecto áspero como uma proliferação de verrugas. Além dos condilomas, existem as lesões pré-neoplásicas uterinas e o câncer. A pré-neoplasia é o crescimento anormal e incontrolado de tecido dentro do útero. De todas as complicações possíveis, as lesões subclínicas são as mais perigosas, pois são praticamente impossíveis de se detectar a olho nu, e são elas que, em geral, evoluem para um estágio cancerígeno.

HPV: como diagnosticar?

Em casos de lesões aparentes, o próprio quadro é um indicativo, mas regularmente os ginecologistas recorrem à biópsia. Nos casos de lesões subclínicas, o Papanicolau de colo uterino, a vulvoscopia e colposcopia são os exames mais indicados.

HPV: como o tratamento é feito?

Ainda não existe um medicamento para combater o vírus, porém o ginecologista pode indicar procedimentos para tratar as lesões induzidas. As verrugas, por exemplo, podem ser queimadas com soluções cáusticas ou laser. Lesões pré-neoplásicas e câncer vão depender do estado em que a paciente se encontra para se determinar um tratamento. Em muitos casos, as feridas não causam incômodo e tendem a desaparecer sozinhas. É comum que retornem de tempos em tempos, mas o próprio organismo se mobiliza para controlar e neutralizar os efeitos do vírus.

HPV: prevenção

Utilizar o preservativo em todas as relações sexuais ainda é o método mais recomendado, apesar de já existir no mercado uma vacina anti-HPV. Consultas regulares ao ginecologista e a realização dos exames preventivos ajudam a controlar os efeitos no caso de uma eventual exposição.

HPV: a vacina 

Existem no mercado duas vacinas anti-HPV igualmente eficazes e recomendadas: a CERVARIX (GSK) e a GARDASIL (MSD), que contêm a proteína L1 do capsídeo viral, partículas análogas aos vírus 16 e 18. A vacina é aplicada em três doses, a primeira, depois de um mês, a segunda e a última, depois de seis meses. A vacina não tem contra-indicações e, inclusive, pode ser aplicada em conjunto com outras vacinas.


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Dr. Renato Kalil

Diretor Clínico

CRM-SP 62703