Doenças ginecológicas mais comuns das adolescentes



Após o início da vida sexual, de uma maneira geral, os principais problemas de saúde que acometem a mulher no início da vida sexual são as doenças sexualmente transmissíveis. O grande temor é a AIDS e isso de certa forma tem aproximado as pessoas do ginecologista em busca de informações e orientação.

Embora o meio mais seguro de contracepção para a jovem seja a pílula anticoncepcional, ela não evita a transmissão de doenças. Nesse sentido, só a camisinha resolve. No passado, quando a mulher nos procurava dizendo que não queria ficar grávida de jeito nenhum, a indicação era que tomasse o anticoncepcional e o parceiro usasse a camisinha. Hoje, é o que recomendamos para as adolescentes, não só para evitar a gravidez indesejável, mas como forma de prevenir doenças. 

Muitas vezes, o que faz a adolescente procurar o ginecologista é a leucorréia, isto é, o corrimento genital fisiológico que pode aparecer quando ela está para menstruar ou ovulando. A presença dessa secreção que pode ter sido provocada pela mudança das condições hormonais desperta o medo de ter adquirido alguma doença. 

Desde o início da vida sexual, orientamos as adolescente sobre a importância do Papanicolau. Apesar de as doenças precursoras do câncer de colo uterino serem de lenta evolução, obrigatoriamente toda a mulher que inicia a vida sexual deve fazer o exame. No caso de existirem outros problemas de saúde, por exemplo, se ela for imunodeprimida, esse exame deve ser antecipado e feito com mais freqüência.

O Papanicolau é um procedimento bastante simples. A paciente é colocada em posição ginecológica, o ginecologista introduz o espéculo na vagina, retira material do orifício do colo do útero e da parede vaginal e manda analisar. O exame de Papanicolau serve também para diagnóstico de doenças sexualmente transmissíveis ou do condiloma, uma afecção que pode, em alguns casos, levar a uma doença maligna. 

Mulheres com vida sexual ativa devem fazer o exame de Papanicolau uma vez por ano. Eventualmente, esse tempo deve ser reduzido se elas apresentarem alguma alteração no colo do útero ou fizeram cauterização.


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Dr. Renato Kalil

Diretor Clínico

CRM-SP 62703