Dismenorréia: incômodas cólicas menstruais



O útero é um órgão de 7cm com o formato de uma pêra, constituído por três camadas: externa, média e interna. A camada interna é a responsável pelo aparecimento das cólicas menstruais. Todos os meses ela cresce, fica bem grande à espera do embrião. Se ele não vem, a camada interna descama em forma de sangramento, a menstruação e, enquanto descama, libera prostaglandina que faz o útero se contrair para eliminar o sangue. Essa compressão comprime os nervos e os vasos que passam pelo músculo uterino. Por isso, a mulher sente dor. 

Se a tensão pré-menstrual ocorre mais entre mulheres com mais idade, a cólica menstrual acomete mais as adolescentes, porque seu útero ainda é pequeno e o orifício de saída mais fechado. Ora, agindo em grande quantidade e não conseguindo escapar do local, a prostaglandina faz com que o útero se contraia com mais intensidade e isso provoca dores fortes. 

À medida em que a adolescente vai ficando mais velha, seu útero cresce e a prostaglandina liberada tem espaço para espalhar-se. Quando a mulher já teve filhos, o colo uterino também fica mais aberto, facilitando a saída do sangue e da prostaglandina. Por isso, os antigos diziam: "quando casar, passa". E passava mesmo, porque a mulher engravidava e o útero aumentava de tamanho.

As mulheres mais velhas diziam que as colocas mentruais pioravam quando tomavam banho frio e lavavam a cabeça. Pioravam mesmo, porque a água fria promove o estreitamento dos vasos. Como a prostaglandina não tem por onde fugir, sua presença aumenta as contrações uterinas e a dor fica mais forte. Ao contrário, o calor é bem-vindo. Quando a mulher usa bolsa de água quente, os vasos dilatam, a prostaglandina vai embora e a intensidade da dor diminui. 

Para ajudar no controle da dor, existem medicamentos de vários tipos, como os analgésicos e os antiinflamatórios. O problema é que a mulher aprende a automedicar-se e isso está errado. Bons medicamentos para controlar a dor podem provocar efeitos colaterais indesejáveis, se tomados com muita freqüência. Por isso, ela só deve tomar remédios prescritos por um médico.

Normalmente, inicia-se o tratamento com os medicamentos mais leves, com menos efeitos colaterais adversos. Se a resposta não for satisfatória e a dor continuar forte, muda-se o medicamento. Existem os que fazem parar as contrações uterinas e os que impedem a produção de prostaglandina. Desaparecendo o fator causal, a dor passa.


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Dr. Renato Kalil

Diretor Clínico

CRM-SP 62703