1/3 das americanas usa pílulas anticoncepcionais por razões não-contraceptivas



A razão mais comum para as mulheres nos EUA usarem pílulas anticoncepcionais orais é evitar a gravidez, mas 14% das usuárias  - cerca de 1,5 milhão de mulheres - depende delas exclusivamente para fins não-contraceptivos. 

A informação é do estudo Beyond Birth Control: The Overlooked Benefits of Oral Contraceptive Pills, de Rachel K. Jones, do Instituto Guttmacher, que também descobriu que mais da metade (58%) de todas as usuárias da pílula utilizam o método para outros fins que não a prevenção da gravidez, o que significa que apenas 42% usam a pílula exclusivamente por razões de anticoncepção.

O estudo, baseado em dados do governo dos EUA, a partir da Pesquisa Nacional de Crescimento Familiar (NSFG), revelou que após a prevenção da gravidez (86%), as mulheres fazem uso do medicamento pelas seguintes razões: reduzir cólicas ou dores menstruais (31%); regulação menstrual, o que para algumas mulheres pode ajudar a prevenir enxaquecas e outros dolorosos "efeitos colaterais" da menstruação (28%); tratamento de acne (14%) e tratamento da endometriose (4%). 

Além disso, Jones descobriu que 762.000 mulheres que nunca tiveram relações sexuais usam a pílula, e fazem isso quase que exclusivamente (99%) por razões não-contraceptivas.

Distúrbios relacionados à menstruação, tais como com períodos irregulares e a ocorrência de cólicas menstruais são particularmente comuns durante a adolescência.  Não surpreendentemente, o estudo descobriu que as adolescentes entre 15-19 anos que usam a pílula são mais propensas a fazê-lo para fins não-contraceptivos (82%) do que para o controle da natalidade (67%). 33% das usuárias adolescentes usam pílulas anticoncepcionais orais exclusivamente para fins não-contraceptivos.

Já sabemos que os contraceptivos orais são essenciais para  a saúde feminina porque evitam uma gravidez indesejada, o que estudo traz de novo é que existem outras razões importantes para a saúde feminina que justificam o uso destes medicamentos, mesmo antes do início da vida sexual.


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Dr. Renato Kalil

Diretor Clínico

CRM-SP 62703